26 de maio de 2011

Avanços podem permitir vacina de HIV e malária em dez anos, diz revista

Artigo publicado na "Nature" fala sobre os principais desafios na área.
Alta mutação do vírus da aids ainda impede a criação de dose eficaz.
Progressos clínicos e tecnológicos na área da imunologia indicam que será possível desenvolver vacinas contra aids e malária nos próximos dez anos, diz artigo publicado na revista "Nature" desta semana. Segundo o pesquisador italiano Rino Rappuolli e o americano Alan Aderem, que assinam o texto, o combate à aids e à malária ainda é o maior desafio mundial em saúde pública do século 21.
Junto com a tuberculose, essas duas doenças infecciosas matam quase cinco milhões de pessoas por ano no mundo. Apesar de ainda não haver vacinas disponíveis, os cientistas apostam no avanço da computação e na chamada biologia sistêmica, que estuda a interação entre elementos biológicos (como proteínas, genes, RNA e outras moléculas), para chegar cada vez mais perto de uma resposta imune contra esses males.
A aceitação de um indivíduo a uma vacina depende de inúmeras interações de fatores genéticos, moleculares e ambientais. Por isso, segundo o infectologista e imunologista Esper Kallas, da Faculdade de Medicina da USP, a abordagem do futuro para a produção de novas doses deve contemplar "tudo ao mesmo tempo". “Esses sistemas geram quantidades fenomenais de dados em computador, por meio de modelos matemáticos, para encontrar relações e padrões que levem a alguma descoberta”, disse. É o que os americanos chamam de “mineração de dados”, que pode servir para encontrar regras no meio do caos.

Leia matéria completa em: G1
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